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Curso online · método, não ferramenta

Engenharia documental assistida por IA

Aprenda a estruturar a redação de documentos técnicos extensos para que a IA possa participar dela de maneira contínua, contextualizada e verificável.

Para quem passa o dia redigindo ETPs, pareceres, termos de referência, relatórios e ofícios — e sente que a IA deveria ajudar mais do que ajuda.

Você escreve o que sabe. A IA dá forma. Você revisa e assina.

seu pedido, escrito por você

ETP para a compra de 12 estações de trabalho. Prazo de 90 dias. Orçamento em anexo. Precisa citar a Lei 14.133 e justificar o parcelamento.

o documento, com o que mudou à vista

1. DESCRIÇÃO DA NECESSIDADE
- Aquisição de equipamentos de informática.
+ Aquisição de 12 (doze) estações de trabalho,
+ nos termos do art. 18 da Lei nº 14.133/2021.
2. JUSTIFICATIVA DO PARCELAMENTO
Do pedido escrito à mão ao documento formal, com as alterações destacadas linha a linha.

Apresentação do curso

Uma demonstração do método em funcionamento: um pedido escrito por você, um documento formal gerado a partir dele e a comparação lado a lado que mostra exatamente o que mudou entre uma versão e outra.

O que você aprenderá

Um percurso pela grade do curso: o que cada módulo ensina e o que você passa a fazer sozinho ao final de cada etapa.

Os vídeos são um resumo. Todo o conteúdo do método está descrito em texto nesta página, seção por seção.

O problema

Trabalho documental dentro de uma interface feita para conversar

Grande parte do trabalho intelectual realizado fora do desenvolvimento de software também consiste em produzir, analisar, transformar, sintetizar e comunicar grandes volumes de informação, principalmente na forma de documentos.

Advogados, contadores, engenheiros, analistas, pesquisadores, servidores públicos e gestores lidam diariamente com documentos que se referenciam uns aos outros, compartilham informações e precisam ser editados sem perder a coerência interna nem a conformidade com a norma culta da língua portuguesa.

Esse desafio cresce à medida que o volume de informação aumenta. E, quando recorremos a uma IA, ele reaparece a cada nova conversa: é preciso fornecer outra vez todo o contexto — muitas vezes espalhado por dezenas de documentos — para que ela compreenda o que estamos fazendo.

Tenho certeza de que você já se viu em um fluxo de trabalho parecido com este:

  1. “Preciso redigir um Estudo Técnico Preliminar para a compra dos itens X, Y e Z. Vou pedir ajuda da IA.”

  2. Abre o ChatGPT.

  3. Passa uma hora redigindo um pedido com todas as especificidades necessárias, anexa documentos, imagens, etc. O trabalho de algumas horas fica em um campo de chat efêmero, sem garantia de ser recuperado em uma queda de energia e sem rastro do que originou o documento, quando e por quê.

    você sente que deveria tratar melhor os seus prompts

  4. Enriquece o pedido com diversas instruções sobre como a IA deve realizar o trabalho, estilo de escrita, “não faça X, escreva isso de tal forma”. Essas especificações vivem em janelas de chat que serão esquecidas em uma semana, e você se vê repetindo as mesmas instruções inúmeras vezes.

  5. Envia o pedido finalmente, com aquela pulga atrás da orelha: “será que não esqueci nenhuma informação importante?”. Você sabe que sim e que precisará revisar.

  6. Obtém uma primeira versão do ETP com mais de dez páginas.

  7. Revisa, mostra para o chefe, lê novamente.

  8. “Esqueci um detalhe importante, possivelmente conflitante ou que exigirá revisar várias seções do documento.”

  9. Faz algumas alterações no Word e pensa em pedir ajustes na janela de chat. Então para e pensa: “o chat não conhece as minhas novas inclusões, vai dar errado”.

    o documento evoluiu, o contexto da IA ficou para trás

  10. Copia todo o conteúdo do Word, cola na janela de chat e pede os ajustes.

  11. Obtém a resposta e pensa: “como eu sei que a IA alterou somente o que eu pedi?”.

  12. Cauteloso e desconfiado — com razão —, lê novamente todas as páginas.

  13. Repete o processo mais algumas vezes e, no fim, tem uma sessão de chat pela qual não consegue rolar sem adquirir uma LER.... Desse chat, 90% do conteúdo não tem utilidade final alguma: o que você quer guardar é o seu pedido inicial, que contém as informações factuais relevantes, e o resultado final do trabalho.

    90% é descarte


Você produziu um documento, mas o processo que levou até ele ficou enterrado em uma conversa de chat. Em um mar de texto barato gerado por IA, o conhecimento que você acumulou e expressou para produzir aquele documento é um dos ativos mais importantes do seu trabalho. Você quer tratá-lo como cidadão de primeira classe.

Não se trata de escrever perfeitamente segundo a norma culta ou de produzir uma formatação impecável — isso é trabalho para a IA. O que importa é o conhecimento factual, o contexto e as decisões que você fornece como matéria-prima para uma geração precisa.

O problema não é usar IA para escrever documentos. É que estamos tentando fazer trabalho documental dentro de uma interface projetada para conversar.

Nesse cenário, parte significativa da promessa de facilidade da IA se perde justamente na tarefa de preparar e atualizar o contexto de que ela precisa para trabalhar.

A IA é poderosa. O trabalho de preparar contexto para ela é que continua ruim.

Então qual seria a alternativa?

O curso

E se, em vez de levar nossos documentos até a IA, nós colocássemos a IA dentro do ambiente onde esses documentos são produzidos?

É isso que você vai aprender neste curso: criar um repositório de documentos inteiramente navegável pela IA. Esse repositório concentra o contexto, as instruções e os documentos necessários para o trabalho, permitindo que a IA opere diretamente sobre eles, em vez de depender de uma longa conversa que precisa ser reconstruída a cada tarefa.

E, como cada alteração é registrada, você consegue visualizar exatamente o que a IA modificou, revisar essas alterações e manter um histórico completo da evolução dos documentos.

A tese central, em sete passos

  1. A IA já é extremamente boa em geração de texto.

    Portanto, aprender simplesmente “como escrever prompts melhores” tem valor limitado.

  2. Todo profissional possui conhecimento que a IA não possui.

    Contexto factual, documentos, decisões, restrições, particularidades do processo, conhecimento acumulado, a conversa no corredor.

  3. Hoje, esse conhecimento fica fragmentado.

    Word, e-mail, pastas, PDFs e históricos de chat.

  4. O chat é uma interface ruim para trabalho documental contínuo.

    Cada conversa é uma espécie de sessão de trabalho: o contexto precisa ser reconstruído, as instruções são repetidas e o resultado fica misturado a todo o histórico da conversa.

  5. Desenvolvedores de software resolveram um problema estruturalmente semelhante.

    Eles não copiam o código inteiro para um chatbot: a IA trabalha dentro do ambiente que contém o código, o contexto e o histórico do projeto.

  6. Esse paradigma pode ser replicado no trabalho documental.

    Repositório + documentos estruturados + instruções persistentes + agente + versionamento + diff.

  7. Portanto, o profissional não desenvolvedor que redige documentos extensos também deve aprender a trabalhar assim.

    Esse fluxo de trabalho e essas mesmas ferramentas o servem igualmente bem.

A grade

O que você aprende, módulo a módulo

  1. você

    Escreve o que sabe

    Em tópicos soltos, fora de ordem, em linguagem coloquial.

  2. a IA

    Redige no repositório

    Com o contexto, os documentos e as suas instruções à mão.

  3. você

    Compara as versões

    Vê apenas o que mudou, sem reler o documento inteiro.

  4. você

    Revisa e assina

    Com a formatação institucional aplicada automaticamente.

Para quem é

Profissionais que produzem documentos técnicos, formais ou extensos como parte central do trabalho, sem formação em tecnologia. Não é necessário conhecimento prévio de programação, linha de comando ou ferramentas de desenvolvimento.

Ao final, você é capaz de

  • Produzir a primeira versão completa de um documento formal extenso com apoio de IA, em uma fração do tempo do método manual;
  • Refinar esse documento por iterações sucessivas, identificando com precisão o que mudou a cada rodada, sem reler o texto integral;
  • Aplicar formatação e identidade visual institucional ao resultado final de forma automatizada;
  • Julgar com critério o que pode e o que não pode ser submetido a uma ferramenta de IA;
  • Reconhecer os limites da ferramenta e o seu próprio papel de responsável pela revisão e validação do resultado.

O programa, em 6 módulos

  1. Módulo 1: Fundamentos práticos de IA generativa

    Estabelecer um modelo mental correto da ferramenta, suficiente para usá-la bem e para reconhecer quando ela erra.

    • O que um modelo de linguagem faz e o que não faz
    • Por que a IA erra com confiança: alucinação, invenção de referências e dados
    • A diferença entre usar a IA como redator e como pesquisador — e por que a segunda função exige verificação
    • Noções de contexto: por que a ferramenta “esquece”, e como isso afeta documentos longos
    • Panorama das ferramentas disponíveis e critérios de escolha
  2. Módulo 2: Estruturação de instruções para documentos formais

    Sair do uso improvisado de chat e passar a instruções replicáveis e consistentes.

    • Anatomia de uma boa instrução: papel, contexto, formato, restrições e critérios de qualidade
    • Fornecer referências e exemplos: como usar documentos anteriores como padrão sem copiar conteúdo
    • Instruções reutilizáveis: construir um repertório próprio em vez de improvisar a cada documento
    • Documentos extensos: estratégias de decomposição por seção e montagem progressiva
    • Controle de tom, registro e vocabulário formal
    • Erros comuns que degradam o resultado
  3. Módulo 3: Revisão iterativa e controle de versões

    Resolver o problema central de trabalhar com documentos longos gerados por IA — revisar sem reler tudo.

    • Por que a revisão é o gargalo real, não a geração
    • O conceito de comparação de versões (diff) aplicado a texto formal
    • Fluxo prático: gerar, comparar, aceitar ou rejeitar alterações, iterar
    • Manter histórico de versões sem depender de “documento_final_v3_revisado.docx”
    • Critérios de revisão: o que sempre deve ser verificado manualmente (dados, números, referências normativas, nomes, datas)
  4. Módulo 4: Formatação e identidade institucional

    Transformar o texto produzido em documento final formatado, sem trabalho manual repetitivo.

    • Separação entre conteúdo e formatação: por que escrever em texto simples e formatar depois
    • Introdução ao markdown como formato de escrita (30 minutos, sem jargão técnico)
    • Conversão automatizada para documento formatado
    • Uso de modelos de referência para aplicar identidade visual, cabeçalho, rodapé e estilos institucionais
    • Manter múltiplos modelos para diferentes tipos de documento ou destinatários
  5. Módulo 5: Segurança da informação e limites de uso

    Estabelecer critério próprio sobre o que submeter à ferramenta, antes que o hábito se forme errado.

    • O que acontece com o conteúdo enviado a uma ferramenta de IA: contas pessoais, contas corporativas e uso via API
    • Categorias de informação e nível de cuidado: dados pessoais, informação sigilosa, conteúdo ainda não publicado, material sob restrição legal
    • Por que o uso via conta pessoal em contexto profissional é um problema, mesmo sem má intenção
    • Noções aplicadas de proteção de dados pessoais
    • Como construir uma regra prática simples para a rotina, em vez de decidir caso a caso
  6. Módulo 6: Responsabilidade, revisão humana e governança do resultado

    Fixar o princípio que sustenta todo o método.

    • A IA produz rascunho; a pessoa revisa, valida e assina
    • Consequências práticas de publicar conteúdo não verificado
    • Checklist de validação antes de considerar um documento pronto
    • Registro do processo: como demonstrar, se questionado, que houve revisão humana
    • Comunicação interna: alinhar a equipe sobre o que é e o que não é uso aceitável

Pré-requisitos

  • Uso básico de computador e de editor de texto
  • Nenhum conhecimento prévio de programação ou de IA
  • Acesso a uma ferramenta de IA generativa durante o treinamento

Carga horária

De 8 a 12 horas de conteúdo gravado, com exercícios práticos sobre documentos reais. Acesso vitalício, no seu ritmo.

Um curso só, do começo ao documento assinado.

O valor

Dois caminhos

O curso ensina o método e você o aplica por conta própria. A consultoria implanta esse mesmo método dentro do órgão público, com o treinamento da equipe incluído.

  • comece por aqui

    O curso

    O método completo, gravado, para aplicar por conta própria.

    R$ 0.000 valor a definir

    • 6 módulos gravados, de 8 a 12 horas de conteúdo
    • Modelos de instrução prontos para reuso
    • Arquivos de referência de formatação institucional
    • Checklists de revisão e de segurança da informação
    • Acesso vitalício e atualizações do material
    Quero o curso
  • A consultoria

    Implantação assistida na organização, do caminho de aquisição ao ambiente em produção.

    Sob proposta escopo definido após diagnóstico

    • Diagnóstico do fluxo documental da organização
    • Ambiente configurado e operacional
    • Mínimo de 16 horas de treinamento para a equipe
    • Política de uso e governança documentada
    • Suporte técnico ao ambiente por 12 meses
    Falar sobre a consultoria

Órgãos públicos que precisem de empenho, nota fiscal ou condições específicas de contratação podem tratar diretamente conosco, fora da plataforma de pagamento.

A consultoria

Para órgãos públicos que precisam do método implantado, não apenas ensinado

Hoje, na maioria dos órgãos públicos de pequeno e médio porte, a IA já está em uso — mas de forma invisível e sem governança. Servidores utilizam contas pessoais de ferramentas gratuitas para acelerar a redação de documentos, muitas vezes inserindo conteúdo administrativo em plataformas que o órgão público não contratou, não monitora e sobre as quais não tem qualquer controle de tratamento de dados.

O risco existe independentemente de haver política sobre o assunto; a ausência de uma solução institucional é justamente o que empurra o uso para a informalidade. Esta consultoria entrega ao órgão público um caminho completo — da contratação ao uso monitorado — para que a IA generativa passe a operar dentro de um ambiente formal, auditável e sob responsabilidade institucional.

  1. Caminho de aquisição

    Quais fornecedores podem prestar o serviço a órgãos públicos, quais modelos de contratação existem e como enquadrar a despesa na Lei 14.133/2021 — incluindo a interlocução técnica com fornecedores.

  2. Previsibilidade de custo

    Modelo de cobrança por consumo, estimativa de gasto mensal com base no volume real de documentos e definição de limites e alertas de uso.

  3. Governança e conformidade

    Política de uso documentada: o que pode e o que não pode ser submetido às ferramentas, como tratar documentos não publicados e como o uso se compatibiliza com a LGPD.

  4. Integração ao fluxo real

    Ferramentas configuradas no ambiente existente, com método de revisão que mostra o que mudou a cada versão e aplicação automática da identidade institucional.

  5. Capacitação da equipe

    Mínimo de 16 horas de treinamento prático sobre os documentos que o órgão público efetivamente produz: ETPs, termos de referência, pareceres, ofícios e demais atos administrativos.

  6. Responsabilidade e revisão humana

    Um princípio inegociável: a IA produz rascunhos, servidores revisam e assinam. Nenhum documento é formalizado sem validação humana. Isso é parte do treinamento, não uma ressalva.

Ao final: ambiente contratado e em produção, equipe treinada, política de uso documentada, custo previsível e suporte por 12 meses.

Conversar sobre a consultoria

Quem ensina

Eduardo Nagata

Olá! Meu nome é Eduardo Nagata, sou analista de sistemas, desenvolvedor de software e servidor público. Como desenvolvedor, uso há alguns anos ferramentas avançadas de controle de versão e de codificação assistida por IA.

Como servidor público, me pergunto: por que a redação de extensos documentos técnicos e oficiais, tão presente na nossa rotina, ainda é cheia de atrito e de copiar e colar entre ferramentas que não conversam entre si? O fluxo de trabalho é fragmentado e o custo cognitivo, alto. Este curso é a resposta que construí para essa pergunta.

Antes de decidir

Perguntas frequentes

Preciso saber programar para acompanhar o curso?

Não. O curso é feito para profissionais sem formação em tecnologia. Não é exigido conhecimento prévio de programação, linha de comando ou ferramentas de desenvolvimento — apenas uso básico de computador e de editor de texto.

Não sou servidor público. Será que funciona para mim?

Funciona. O cerne do curso é a produção textual — como estruturar, gerar, revisar e formatar um documento extenso com apoio de IA —, e isso independe da aplicação. O curso usa fortemente exemplos de fluxos de trabalho do serviço público, porque é o ambiente que conheço de perto e onde as exigências formais são mais rígidas, mas as técnicas são imediatamente transferíveis para qualquer necessidade de produção documental.

O curso ensina a usar uma ferramenta específica?

O que se entrega é um método de trabalho, não a recomendação de um software. As ferramentas mudam rápido; o fluxo — repositório, instruções persistentes, comparação de versões, formatação automatizada — sobrevive à substituição de qualquer uma delas.

Qual a diferença entre o curso e a consultoria?

O curso ensina o método e você o implanta por conta própria. A consultoria implanta o método dentro do órgão público: diagnóstico do fluxo atual, contratação regular do serviço de IA, ambiente configurado, treinamento da equipe, política de governança e suporte por 12 meses.

A consultoria funciona para empresas privadas?

Sim. O método trata especificamente da redação de textos técnicos extensos: qualquer organização que precise produzir muitos documentos se beneficia das técnicas apresentadas. O que muda de um ambiente para outro é o vocabulário, o tipo de documento e as exigências formais — não o fluxo de trabalho.

Como fica a segurança da informação e a LGPD?

Um módulo inteiro trata do assunto: o que acontece com o conteúdo enviado a uma ferramenta de IA, a diferença entre contas pessoais, contas corporativas e uso via API, e como construir uma regra prática de uso para a rotina em vez de decidir caso a caso.

A IA vai assinar o documento no meu lugar?

Não. O princípio que sustenta o método é o oposto: a IA produz rascunho, a pessoa revisa, valida e assina. O curso inclui checklist de validação e registro do processo, para demonstrar que houve revisão humana caso isso seja questionado.

Meu órgão público pode contratar sem cartão de crédito?

Sim. Órgãos públicos que precisem de empenho, nota fiscal ou condições específicas de contratação podem tratar diretamente conosco, fora da plataforma de pagamento.